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Turismo: Quais são as principais tendências desse setor no período pós-pandemia

Por: FCDL SÃO PAULO 5 de outubro de 2022
Turismo: Quais são as principais tendências desse setor no período pós-pandemia

Donos de pequenos negócios do setor de turismo precisam estar atentos às novas tendências do mercado e às mudanças do perfil do consumidor, pois há expectativas de recuperação e alcance do mesmo patamar de faturamento do período pré-crise ainda no início de 2023. Estudo Econômico realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) sobre os fatores que impactam a competitividade da cadeia de turismo brasileira, em especial os pequenos negócios, destaca que o consumidor e as demandas do turismo já não são as mesmas depois da pandemia da Covid-19.

A partir da análise de dados em publicações especializadas e relatórios nacionais e internacionais que consideram o futuro dos negócios na pós-pandemia da Covid-19, o documento também aponta que a intensificação e aceleração dos processos de mudanças culturais, socioambientais, econômicas e tecnológicas nos últimos anos contribuem para novas formas de se fazer e experienciar atividades turísticas e de lazer, o que abre oportunidades para novos negócios.

A analista de Competitividade do Sebrae Nacional, Analuiza Lopes, ressalta que se o empreendedor está alinhado e aderindo às tendências, consequentemente estará alinhado ao novo perfil do consumidor. “Esse novo perfil do consumidor pós-covid está em busca de experiências diferentes. Como exemplo, eu destacaria o trabalhador remoto ou nômade digital que procura hospedagens que ofereçam um mobiliário e luzes mais adequadas para quem também precisa trabalhar”, comenta.

Tomando por base o estudo realizado, conheça as 10 principais tendências de mercado para as micro e pequenas do setor:

1- Experiência única e autêntica

A ideia é oferecer para o cliente um novo significado de práticas de turismo, seja para vivenciar viagens, refeições ou outras atividades turísticas ou de lazer. A intenção é produzir experiências únicas, profundas e significativas mesmo que decorrentes de serviços ou atividades simples.

2- Contato com a natureza

Visto que permitem aliar o turismo às práticas de segurança ainda recomendadas, a busca por viagens e atividades em ambientes ao ar livre se intensificaram na pandemia, continuam em alta e seguem em crescimento.

3- Sustentabilidade e Inclusão

Nessa tendência é dada atenção aos aspectos de proteção e preservação de recursos naturais, da biodiversidade e da integridade das pessoas envolvidas, visando atender de forma conjunta às necessidades não só dos turistas, como também das comunidades receptoras e empreendedores.

4- Staycation

A prática segue em alta mesmo após a pandemia e diz respeito a fazer turismo sem sair da cidade de residência. Opções como day use, oferecimento de serviços por hotéis da cidade para a comunidade e uso de espaços para trabalho remoto ou eventos comemorativos abre muitas possibilidades de ampliar o público-alvo dos empreendimentos.

5- Contratos competitivos

Os negócios de turismo precisam ser mais competitivos com bom custo-benefício e flexibilidade para cancelamentos e remarcações, a fim de atender ao consumidor cada vez mais independente e bem-informado.

6- Redução do contato físico

Com preocupação de contágio na pandemia, o cliente passou a valorizar a redução de contato físico com objetos de uso comum e de interações pessoais, favorecendo avanços tecnológicos como a digitalização e automação na busca por interações “sem toque”.

7- Saúde e Bem-estar

O turismo de bem-estar é a junção de práticas de viagem que buscam saúde física e mental. O cliente procura por serviços diversos, como por exemplo, práticas terapêuticas, dietas saudáveis, procedimentos estéticos, entre outros.

8- Segurança Sanitária

Medidas de segurança sanitária vão continuar como um fator decisivo na tomada de decisão do turismo mais consciente e comprometido com a responsabilidade social.

9- Marketing Digital

Em um contexto em que a presença no mundo digital é um diferencial competitivo extremamente relevante em todos os setores da sociedade, ainda se observam pequenos negócios do turismo com baixos níveis de maturidade digital.

10- Economia compartilhada e sob demanda

Essa nova forma de consumir produtos e serviços considera a necessidade e não a posse. Nesse caso, o cliente paga apenas pelo que consome ou pelo tempo que consome, otimizando assim os recursos para quem oferece e gera economia para o consumidor.

O estudo econômico da FGV também avaliou que ao compreender as mudanças ocorridas no perfil do consumidor, é possível estudar as melhores formas de transpor os desafios trazidos pelo novo cenário e encontrar alternativas para viabilizar a continuidade da prestação de seus serviços e a sua permanência no mercado econômico de modo ativo e competitivo.

De acordo com a analista do Sebrae, os pequenos negócios têm uma flexibilidade maior para se adaptar às mudanças e aos novos nichos do mercado. “Ao contrário de uma grande empresa, onde para fazer qualquer processo de mudança há um maior esforço de recursos e tempo, o pequeno negócio está em uma posição mais favorável neste ponto e consegue se adaptar mais rapidamente para atender a esse novo perfil”, frisou Analuiza.

Ao que parece tudo realmente mudou com a pandemia e novas tendências são inevitáveis, por isso, é fundamental estar atento às mudanças de comportamento e características do cliente, sempre aproveitando as oportunidades que surgem a cada dia.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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