O coelhinho da Páscoa vem ai: Novas estratégias e muita expectativa
Se você foi ao mercado nos últimos dias, possivelmente se deparou com centenas de ovos de Páscoa expostos pelos corredores da loja, em seus mais diversos formatos, tamanhos e sabores!
As fábricas de chocolate já estão a todo vapor na produção e os setores varejista e atacadista também têm investido na comercialização dos ovos ainda no início do ano. Mas qual será o motivo dessa venda “precipitada”? E com relação ao varejo, como este segmento vem se preparando para a data que tradicionalmente movimenta o primeiro semestre?
Essas e outras questões foram apresentadas a um dos fundadores da empresa do segmento Plant Based, Vida Veg, Anderson Rodrigues, que deu um breve panorama sobre as expectativas e desafios do varejo neste período do ano. “Com a retomada da economia no pós-pandemia, esperamos ter um crescimento nas vendas de dois dígitos e para isso, nós – da Vida Veg – estamos buscando empresas para fazer um ovo de páscoa vegano com nosso leite”, inicia o administrador, que complementa: “os varejistas estão abrindo mais espaço para ovos saudáveis e veganos buscando atender a esse novo consumidor preocupado com saúde e sustentabilidade”.
Com o fechamento das lojas físicas em 2020 e o agravamento da pandemia nos últimos dois anos, o setor precisou se reinventar e, assim como diversos segmentos brasileiros, sofreu com a crise econômica e com a queda no número de vendas.
Conforme pesquisa realizada em 2021 pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Offer Wise Pesquisas, houve uma expectativa de que cerca de 102,7 milhões de brasileiros fariam as compras para a Páscoa, o que representou uma queda de 10,5 milhões de consumidores se comparado ao ano de 2019.
A queda no consumo durante a data, além de estar associada à pandemia e ao endurecimento das regras sanitárias, também pode ser explicada pelo aumento do valor do dólar e pela crise financeira, agravada pelo crescimento no número de desempregados no país.
Apesar de todas as dificuldades, a vacinação em massa e a retomada gradual da economia parecem dar um fôlego para os negócios e, consequentemente, para a retomada das vendas de doces durante as comemorações.
Por conta disso, muitos varejistas e produtores de ovos de Páscoa vêm investindo não só em novos formatos e sabores dos doces, como também em diferentes opções de venda, que vão desde os pontos físicos, como mercados, feiras e lojas especializadas, até os negócios virtuais, como sites e redes sociais, e o sistema delivery, em que o produto é entregue em casa.
Isso sem contar com o já tradicional investimento em brindes dos mais diferentes tipos para atrair a atenção das crianças, que continua sendo uma tática importante. Os destaques são sempre os personagens licenciados. Nos últimos anos esses itens têm ganhado tanta importância – e volume – a ponto de deixar o chocolate em segundo plano.
O mercado virtual desponta como um dos principais meios encontrados pelos comerciantes para alavancar seus negócios nos últimos anos. Conforme uma análise feita pela Neotrust, empresa de inteligência de mercado, o comércio digital permitiu a venda de 340 mil ovos e conquistou R$ 45 milhões somente em 2021, o que representa um aumento de 79% quando comparado ao ano que marca o início da pandemia.
Além do consumidor omnichannel, a Páscoa em 2022 promete consolidar novas mudanças trazidas pela pandemia, como a criação de locais que não geram aglomeração em pontos físicos, tais como as gôndolas e as barracas ao ar livre.
O atendimento ao cliente e as melhorias na experiência do consumidor (CX) também chegaram para ficar no setor varejista e devem fazer parte das estratégias de marketing durante as vendas na Páscoa, assim como as ações promocionais e os cashbacks, que foram muito utilizados em 2021 por empresas como a Nestlé e a Garoto.
Por sua vez, a logística também deve ser priorizada pelo segmento alimentício durante esta data, já que o espaço para o armazenamento dos ovos de Páscoa deve ser relativamente maior do que o reservado para as mercadorias comuns, tendo em vista que tais alimentos são mais frágeis e suscetíveis a danos. Além disso, os armazéns precisam ser bem higienizados – principalmente por conta da pandemia – e climatizados, assim como os veículos para o transporte.
Cada data comemorativa deve ser estrategicamente pensada e trabalhada, usando cada ferramenta possível para vencer a concorrência com novidades e facilidades para o consumidor. Assim, com otimismo e inovação o varejo segue retomando o crescimento!
Fonte: Consumidor moderno
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