Em novo golpe do PIX, bandidos usam QR Code para atrair vítimas
Uma nova modalidade de golpe envolvendo o Pix foi identificada neste início de ano pela empresa de programas de segurança Kaspersky. Pela primeira vez, segundo a companhia, criminosos estão utilizando o QR Code do sistema de pagamentos eletrônicos. Golpes usando QR Code estão entre as tendências do cibercrime para 2022, de acordo com a Kaspersky. Especialistas da empresa identificaram duas novas fraudes utilizando essa combinação nos primeiros dias do ano, conforme relatório divulgado no dia 10 de janeiro.
Em um deles, os cibercriminosos se passam por uma empresa de telecomunicações e enviam cobranças falsas para os assinantes. O método de ação é antigo, mas a novidade está na presença do QR Code para agilizar o pagamento.
Para atrair a vítima, eles oferecem um suposto desconto de 5% para tal opção. Além disso, os golpistas disfarçam o e-mail real do remetente e copiam o visual autêntico do boleto da prestadora, como forma de tornar a cobrança mais convincente.
Já o outro golpe com PIX e código QR envolve a oferta de uma plataforma de streaming em parceria com grandes redes de cinema. Os cibercriminosos afirmam ser possível assistir aos filmes em cartaz no serviço, pagando R$ 267,99 pelo plano trimestral — o sistema de pagamentos instantâneos é a única forma de quitar o valor. De acordo com o analista sênior da Kaspersky no Brasil Fábio Assolini, o pagamento por QR Code não pode ser bloqueado como acontece com sites falsos em outros golpes. No entanto, é possível evitar cair nessa armadilha com alguns cuidados.
Uma das dicas é prestar atenção ao remetente das mensagens de phishing, normalmente um endereço genérico. A fatura falsa também não traz o nome do cliente, mencionando apenas um suposto código do assinante.
O código de barra é outro campo que você precisa verificar. Em geral, cobranças de telefonia, gás e outras contas de consumo começam com o número 8, enquanto a versão falsa inicia com o número da instituição financeira em que ela foi gerada.
No golpe da promoção de filmes, a melhor maneira de confirmar a autenticidade da oferta é entrando em contato com a plataforma de streaming, pelos canais oficiais. E na hora de pagar, confira os dados do destinatário, pois os golpistas usam nomes de laranjas em vez da razão social das empresas verdadeiras.
Segundo as orientações do BC (Banco Central), cabe ao prestador de serviço de pagamento a análise do caso de fraude e o eventual ressarcimento, a exemplo do que ocorre hoje em fraudes bancárias.
O BC também informa que existem mecanismos que aumentam as chances de ressarcimento. São eles o bloqueio cautelar do Pix e o MED (Mecanismo Especial de Devolução).
No caso do MED, ao serem comunicadas da fraude, as instituições financeiras em que a vítima e o fraudador têm contas poderão abrir uma notificação para o bloqueio dos recursos.
Feito o aviso, ambas as instituições deverão analisar o caso e, se configurada situação de fraude, será feita a devolução dos recursos, segundo o BC.
Fonte: Kaspersky, Jornal O Tempo
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