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Desemprego: 22 estados registram queda.

Por: FCDL SÃO PAULO 18 de agosto de 2022
Desemprego: 22 estados registram queda.

Segundo o IBGE, o desemprego registrou queda em 22 dos 27 estados no segundo trimestre de 2022, em relação ao trimestre anterior. Os outros cinco estados tiveram estabilidade no período, mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) Trimestral.

O movimento reflete a queda generalizada na taxa de desocupação no último ano, que, de abril a junho, foi de 9,3%, uma queda de 1,8 ponto percentual (p.p.) ante o primeiro trimestre do ano (11,1%).

Os principais destaques na passagem do 1º para o 2º trimestre foram Tocantins (cuja taxa de desemprego caiu de 9,3% para 5,5%), Pernambuco (de 17,0% para 13,6%) e Alagoas (14,2% para 11,1%). Já os estados que mostraram estabilidade na taxa de desemprego foram: Amapá, Ceará, Rondônia e Mato Grosso, além do Distrito Federal.

As maiores taxas de desocupação foram da Bahia (15,5%), Pernambuco (13,6%) e Sergipe (12,7%), e as menores, de Santa Catarina (3,9%), Mato Grosso (4,4%) e Mato Grosso do Sul (5,2%).

Na comparação anual, todas as 27 unidades federativas tiveram “queda significativa da taxa de desocupação”, disse o instituto. O índice nacional estava em 14,2% há um ano.

As maiores taxas de informalidade foram registradas no Pará (61,8%), Maranhão (59,4%) e Amazonas (57,7%). Já as menores ficaram com Santa Catarina (27,2%), São Paulo (31,1%) e Distrito Federal (31,2%). A taxa geral no Brasil é de 40%.

Santa Catarina também apresenta a maior taxa de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, com 87,4%, seguido de São Paulo (81,0%) e Paraná (80,9%). As menores são do Piauí (46,6%), Maranhão (47,8%) e Pará (51,0%). No Brasil, de forma geral, 73,3% dos empregados do setor privado tinham carteira de trabalho assinada no segundo trimestre.

Por regiões, as menores taxas são do Norte (58,4%) e Nordeste (56,8%) apresentaram as menores taxas. Entre os trabalhadores domésticos, 25,1% tinham carteira de trabalho assinada no país.

O rendimento médio real mensal habitual, estimado em R $2.652, ficou estável do primeiro para o segundo trimestre do ano.

Na comparação com o segundo trimestre de 2021, quando era de R$ 2.794, porém, o valor registra queda de 5,1%. Por essa comparação, as regiões com maiores quedas são Nordeste, Sul e Sudeste.

A taxa de desocupação por gênero foi de 11,6% para mulheres no segundo trimestre ante 7,5% para homens.

Já a taxa de desocupação por cor ou raça ficou em 11,3% para pretos, pardos, em 10,8% e em 7,3% para brancos, abaixo da média nacional (9,3%).

A taxa de desocupação para as pessoas com ensino médio incompleto (15,3%) foi maior que as taxas dos demais níveis de instrução analisados.

Para pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi 9,9%, mais do que o dobro da verificada para o nível superior completo (4,7%).

Um cenário de juros altos, desemprego ainda elevado, preocupações com a trajetória da dívida pública e o risco de uma recessão global têm dificultado uma retomada mais consistente da economia brasileira.

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp), calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), voltou a cair em julho após três meses seguidos de alta, indicando uma perda de força da retomada do mercado de trabalho ao longo do ano.

Mesmo com a indicação de que o pior já passou para a inflação, o BC elevou na semana passada a taxa Selic em 0,50 ponto percentual, a 13,75% – maior patamar em 6 anos. E a perspectiva é que os juros permaneçam em patamar elevado por um bom tempo.

Em meio ao pacote de medidas de ampliação de benefícios sociais e corte de impostos em ano eleitoral, o mercado financeiro prevê uma alta ao redor de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022. Por outro lado, reduz a expectativa de crescimento para o próximo ano, com analistas alertando inclusive para o risco de estagnação.

O Itaú, por exemplo, prevê expansão de 2,2% do PIB em 2022, mas passou a projetar um crescimento de apenas 0,2% em 2023. Para o mercado de trabalho, o banco passou a estimar taxa de desemprego de 9,1% no término deste ano, mas de 10,1% ao fim do próximo ano.

A PNAD Contínua é o principal instrumento para monitoramento da força de trabalho no país. A amostra da pesquisa por trimestre no Brasil corresponde a 211 mil domicílios pesquisados. Cerca de dois mil entrevistadores trabalham na pesquisa, em 26 estados e Distrito Federal, integrados à rede de coleta de mais de 500 agências do IBGE.

Fonte: CNN Brasil, Agência IBGE

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